Qual o melhor caminho a seguir?
Dependerá muito do tempo que se possa despender para investir na procura do melhor crédito. Todos os caminhos apresentam vantagens e desvantagens, sendo que as 2 primeiras opções só dependem do comprador. A 1ª opção indicada significa que na posse das primeiras simulações, o comprador deverá questionar se aquela é mesmo a melhor proposta que lhe podem apresentar, não esquecendo de analisar o prémio do seguro de vida e multirrisco. Neste processo, o comprador deverá realçar junto do gestor do banco os seus pontos fortes negociais: a) a existência de capitais próprios / poupança para a aquisição, se estes forem acima do valor mínimo admissível que é de 10% do valor da aquisição; b) estabilidade profissional; c) eventual possibilidade de subscrever outros produtos, embora com ponderação, para não que não se subscrevam compromissos que não se possam honrar, num futuro, a longo prazo; d) sublinhar a existência de propostas melhores de outros bancos, caso existam.
A 2ª opção, realizar um shopping around, pode tornar-se num trabalho cansativo e sem conclusões, pois o comprador irá reunir informação diversa que lhe poderá suscitar dúvidas em relação às escolhas que terá de fazer.
É aconselhável ao comprador que, se tiver alguma formação financeira ou se tiver experiência anterior em relação à contratação do CH, recorra a uma folha de cálculo onde coloque todos os dados e faça uma análise comparativa.
A 3º e 4ª opções estão disponíveis e de facto podem facilitar o trabalho ao comprador que não pagará mais por esse serviço, antes pelo contrário, uma vez que as referidas empresas prestam o serviço de procurar o melhor crédito para as suas características. Este serviço será suportado pelo banco com que concretizará o financiamento e no seguimento do acordo que esse banco terá com o referido o IC. Se o IC fizer bem o seu trabalho negocial junto da banca, a proposta, que lhe irá apresentar, deverá ser melhor que a que conseguirá se optar pela 1ª opção. É necessário sublinhar que cada intermediário não tem acordos/parcerias com todos os bancos, pelo que essa é a principal desvantagem desta opção.
Segundo o Banco de Portugal ou BdP,
- o intermediário de crédito é a pessoa, singular ou coletiva, que participa no processo de concessão de crédito:
- Apresentando ou propondo contratos de crédito a consumidores.
- Prestando assistência a consumidores, nos atos preparatórios de contratos de crédito, mesmo que não tenham sido apresentados ou propostos por si.
- Celebrando contratos de crédito, com consumidores, em nome das instituições mutuantes.
- Prestando serviços de consultoria, através da emissão de recomendações personalizadas sobre contratos de crédito.
O intermediário de crédito não está autorizado a conceder crédito, nem a intervir na comercialização de outros produtos ou serviços bancários, como, por exemplo, depósitos a prazo ou serviços de pagamento. Mesmo que ocorra intervenção de um intermediário de crédito, o crédito é sempre concedido por uma instituição autorizada a conceder crédito (por exemplo, instituições de crédito). As instituições de crédito, as sociedades financeiras, as instituições de pagamento e as instituições de moeda eletrónica habilitadas a desenvolver a sua atividade em Portugal podem prestar serviços de intermediação de crédito relativamente a contratos de crédito em que não atuem como mutuantes. Estas entidades podem igualmente prestar serviços de consultoria em relação a contratos de crédito em que sejam mutuantes ou atuem apenas como intermediários de crédito.
Aceda em www.spreadzero.pt à área de links uteis e encontrará a lista do Banco de Portugal de ICs da tipologia “Vinculados”.
Finalmente, a 5ª opção, para as pessoas que estiverem recetivas a pagarem o serviço que o IC lhes prestará. Existe uma tipologia de IC designada “Não Vinculado”, i.e., que vai consultar os principais bancos do mercado, a pedido do comprador, mas sem ter acordo com nenhum deles, e sem ser remunerado diretamente pelo banco que for a opção do comprador.
Esta opção, em Portugal, é de uso residual, pelo reduzido número de ICs que optaram por esta via e também porque os portugueses, em geral, não estão muito disponíveis para pagar este tipo de serviço. Pode encontrar a lista de de ICs da tipologia “Não Vinculados” publicada pelo Banco de Portugal, na área de links úteis em www.spreadzero.pt.