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Caso 79: Documentação para análise do crédito de um cidadão estrangeiro

  • Declaração de rendimentos: Declaração de rendimentos, que em Portugal se designa por IRS. Esta é uma declaração de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, que existe na maioria dos países, mas com uma designação diferente. Verifique os casos específicos sobre a documentação de cada exigida em alguns países.
  • Responsabilidades de Crédito, que em Portugal se designa CRC – Central de Responsabilidades de Crédito. Em cada país tem o seu próprio nome. Para um crédito de residentes em Portugal, o cliente autoriza a consulta, pelo banco, à informação no Banco de Portugal. No caso de um residente, num país estrangeiro, este terá de obter o documento e enviá-lo para o banco, para análise, pois o banco não terá acesso direto ao mesmo.
  • Declaração da entidade patronal que confirme o vínculo de trabalho. Em Portugal, as empresas estão habituadas a facultar este documento, para entregar ao banco.  Na maioria dos países estrangeiros, o documento que é usado para provar o vínculo profissional é a cópia do contrato de trabalho.
  • Recibos de salário: Idêntico aos recibos de salários portugueses.
  • Extratos bancários: Idêntico aos extratos bancários dos bancos portugueses.
  • Título de residência para pessoas que vêm de países fora da UE e Espaço Schengen e que no início será atribuído, de forma provisória, pelo SEF.
  • Identificação: cada país tem um documento idêntico ao cartão de cidadão. Não existindo, pode usar-se o passaporte.
  • Endereço Linkedin

Na análise de um Crédito à Habitação, em Portugal, não sendo a documentação em inglês, alguns bancos vão exigir que a mesma seja traduzida e certificada pelo Consulado do país de origem, sendo difícil de obter, porque são poucos os países bem servidos de Consulados Portugueses, além de que a tradução é, normalmente, dispendiosa.

Na análise de um Crédito à Habitação, em Portugal, não sendo a documentação em inglês, alguns bancos vão exigir que a mesma seja traduzida e certificada pelo Consulado do país de origem, sendo difícil de obter, porque são poucos os países bem servidos de consulados portugueses, além de que a tradução é, normalmente, dispendiosa. A solução passa, quase sempre, por se escolher bancos que têm presença em Portugal e nesse país, o que facilita, na medida em que se conhecem os documentos oficiais e permitem a possibilidade de deslocação a um dos seus escritórios.

É imperativo que o banco conheça o cliente, efetuar o Know Your Customer (KYC) e, por vezes, os cidadãos de alguns países, como Dubai, EUA, etc., são sujeitos a um rigoroso escrutínio de Compliance, cujo pedido de documentação é mais rigoroso, exigindo detalhe, por exemplo sobre a obtenção das poupanças.